Depois de mais de 1 ano longe, pudemos matar as saudades desse querido casal que veio passar uns dias com a gente.
E vou te falar que foi pura emoção, cada hora que a porta do desembarque abria o coração ia parar na boca…
As fotos tiradas agorinha à pouco…
Quel e Thi acabam de chegar no aeroporto, depois de um ano fora.
Felipe, Cá, Sandra e as famílias foram recepcioná-los.
Aí como estávamos com saudadessss
Quem bom tê-los aqui pertinho. Bem-vindos de novo!
Amanhã já começa a cachaça, hehehe
Tinha bastante gente, de todo tipo… nerds, alternativos, manos, famílias, menininhas, crianças. Foi uma experiência interessante, ver pessoas que não se conheciam dando travesseiradas umas nas outras. Apenas com a intenção de se divertir.
E nada de violência ou confusão. A polícia estava presente, mas nem precisava. Ficou só de longe observando.
Calamos a boca de todo mundo que acha que brasileiro não entende o espírito desse tipo de brincadeira – manifestação, por que não!?
Para variar, estava um puta trânsito para chegar perto. Então, parei o carro e fui andando. Foi lindo ver várias pessoas nas redondezas do evento, carregando travesseiros e fazendo suas guerrinhas particulares.
Tinha muuita imprensa registrando tudo. Ano que vem vão ter que procurar um lugar maior para o Pillow Fight Day. Parabéns a organização!
Visão geral.
Levantou poeira.
Ação.
Pow!
No meio da roda.
Travesseiros pra todo lado.
Ação de oportunidade.
Essa menininha, no ombro do pai, descendo travesseirada em todo mundo.
Já no fim.
A galera ajudando a recolher o que sobrou, para doação e reciclagem.
Faaala galera
Directo de Portugal, fomos convidados para postar no novo blog dos Los Barranqueiros.
O tempo passa voando e já faz quase 9 meses que eu sai do Brasil e a Quel 7 meses. E posso garantir que mesmo parecendo pouco tempo, já dá pra sentir as mudanças na nossa cabeça, nos nossos pensamentos e o mais loko… a mudança de sentimentos que aconteceram desde quando chegamos aqui. A gente chega de um jeito e logo já sente tudo mudando.
No começo é tudo uma festa e para nós foi também a realização de um projeto. A gente fica encantado com tudo. Na verdade, estávamos esperando um país muito mais tradicional arquitetônicamente falando, mas Portugal tá muito mais moderno com a União Européia. Da mesma forma que nós fomos surpreendidos, eles ainda também são todos os dias. Como é um país muito tradicional e fechado em suas atitudes, é difícil para o povo adpatar-se em todas as mudanças recentes.
Nós estamos morando em uma cidadezinha chamada Vila do Conde. Como estamos em um país pequeno, não há estados e capitais e sim Distritos. Lisboa, Porto são distritos e neles há Concelhos que são como cidades aqui, mas é do tamanho de um bairro ai em São Paulo, hehehehe. Vila do Conde é bastante conhecida pela praia e pela tranquilidade. O indice de criminalidade é zero e é tudo muito legal. Aqui no ditrito do Porto já conhecemos a maioria dos concelhos e já fomos para uns 2 distritos aqui perto. Eu já fui para perto de Lisboa, mas ainda não entrei de verdade na cidade. Como tenho uma amiga morando lá, estamos planejando visitá-la agora em Março.
Estamos em um AP muito legal que promete muita festa quando vocês vierem para cá. Tem 3 quartos e muito espaço para todos. Conseguimos o AP 2 semanas após a nossa chegada e a dona que é portuguesa é gente boa e adora o Brasil. Sempre faz viagens por ai.
Aqui onde estamos não é tão frio. Agora no inverno fica na média dos 9 graus, mas de vez em quando tem umas quedas até 0 grau, mas nada agressivo. Outro dia nevou aqui, sendo que fazia mais de 20 anos que isso não acontecia. Parecia muito com o Sul do Brasil, Curitiba por exemplo.
Já nos acostumamos com os portugas. Mesmo com tanto acordo e com tanta história entre Brasil e Portugal, infelizmente o preconceito aqui é forte e especialmente com os brasileiros que trabalham na construção civil ou que vem para cá ilegais. Quando estamos morando aqui é preciso estar preparado para os comentários deles. Existe uma rincha muito grande mas sabem tudo sobre o Brasil. Os locais, os artistas, a música, novelas. Só pra vocês terem uma ideia (de acordo com o novo acordo ortagrafico, hehehe) em um canal daqui está passando atualmente 4 novelas brasileiras. E eles levam a novela muito mais a sério aqui. Até flashback eles fazem quando a novela tá chegando ao fim. Muito engraçado.
A saudade é sem dúvida o nosso maior inimigo. Todos os dias a gente pensa em como estaríamos ai no Brasil. Ficamos conversando sobre vocês, sobre as histórias que já tivemos, é muito foda. E quando a gente pensa assim, geralmente vem a pergunta: “Tá valendo a pena?”. Muitas vezes já passou pela nossa cabeça voltar, largar tudo para o alto só para não ter que sentir saudades. Não é fácil. E com certeza fez toda a diferença estarmos aqui juntos nessa. É muito provável não ser possível tudo isso se a Quel não estivesse aqui comigo ou se ela estivesse sozinha nessa experiência. Um dá força para o outro, um aconselha o outro… trabalho em equipe mesmo.
No meu trabalho as coisas estão bem. No começo eu trabalhava no escritório da empresa que ficava praticamente na rua da minha casa. Almoçava todos os dias em casa, aquela vida boa. Mas desde dezembro que estou em um cliente coordenando um projeto e tá puxado mas ao mesmo tempo interessante para o meu currículo. Na minha equipe tem um brasileiro e 3 indianos.
A Quel tá priorizando o estudo. Ela vai tentar alguns cursos agora na metade do ano. Aqui o ano letivo começa em setembro e as inscrições em maio, junho. Antes dela vir, chegou a enviar alguns currículos e assim que chegou não parou de fazer entrevistas. Mas a área dela aqui no Porto não existe praticamente. Tem agências mas são tão pequenas que só trabalham com as áreas básicas. Ela foi chamada para trabalhar em alguns lugares até agora, mas sempre acaba sendo furada. Pagam mal, prometem o que não fazem, péssimas condições de trabalho. Bem complicado. Se fosse em Lisboa ela já estaria trabalhando até porque recebeu algumas propostas boas. Todas as agências multinacionais estão lá, mas como o nosso objetivo é ficar junto durante a semana, coisa que não acontecia ai, não dá pra morar com mais de 300 km de distância.
Já escrevi demais e pretendemos contar alguns episódios e cenas que vimos aqui para vocês. Mas em capítulos… mais fácil.
A saudade tá grande mas temos certeza que ela ficará menor se a gente se encontrar por aqui. A nossa casa está aqui só esperando a visita de vocês.
Beijos.
Thi e Quel.
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